Maria Celeste: "O Julgamento da Ovelha"

Maria Celeste: "O Julgamento da Ovelha"

Maria Celeste é uma senhora muito simpática, Ela começou falando sobre uma fábula que sempre gostou: "O Julgamento da Ovelha", de Monteiro Lobato. Maria sempre achou engraçado como a vida pode, às vezes, parecer uma história saída de um livro. Certa vez, ela mesma passou por uma situação que parecia uma fábula.

A história começou em uma manhã ensolarada, quando Maria teve a ideia de fazer um bolinho de cenoura. Esse bolo era o favorito dos seus netos, e ela queria alegrá-los. Enquanto estava na cozinha, concentrada na receita, seu cachorro, Pipo, um travesso cocker spaniel, decidiu que queria uma parte da deliciosa sobremesa. Enquanto Maria estava distraída, Pipo deu uma piscadela, algo que sempre fazia quando estava prestes a aprontar, e desapareceu com um pedaço do bolo.

Maria ficou espantada quando percebeu o que havia acontecido. Lembrou-se imediatamente da ovelha da fábula, que tinha sido injustamente acusada, e resolveu que deveria fazer justiça naquele caso também. Assim, pensando em um jeito divertido de lidar com a situação, ela convocou seus netos para serem os juízes do caso. Cada um deles teria a chance de apresentar seus argumentos e decidir se Pipo deveria ser punido ou não.

Quando os netos chegaram, as risadas começaram. As crianças compararam Pipo a outros animais da fábula, usando suas imaginações para tornar a situação ainda mais engraçada. Elas se lembraram da ovelha, que tinha sua própria história complicada, e argumentaram de maneira criativa sobre por que Pipo não deveria ser punido. Um neto sugeriu que, assim como a ovelha, Pipo poderia ser inocente, e que talvez ele só quisesse um pedaço de bolo porque era muito gostoso. Outro neto disse que Pipo parecia tão triste que dar-lhe uma punição não seria justo.

Após muita discussão e risadas, os netos decidiram que Pipo merecia uma segunda chance. Eles decidiram não puni-lo. Em vez disso, como um sinal de aceitação, deram a ele uma fatia do bolo, como prêmio por ser o melhor "comedor de guloseimas". Maria achou aquela decisão muito mais legal do que puni-lo. Naquele momento, ela percebeu que a vida é cheia de fábulas, onde situações engraçadas e lições aparecem de maneiras inesperadas.

Essa experiência fez Maria refletir sobre a justiça. Ela concluiu que a justiça nem sempre é perfeita. Às vezes, ela pode ser cheia de humor e amor. É importante levar a vida com leveza, mesmo diante das dificuldades. Maria percebeu que, em dias difíceis, é possível encontrar um toque de alegria e leveza ao encarar cada situação. Assim, ela aprendeu que a verdadeira justiça pode ser encontrada no perdão e na compreensão.

Recolha e adaptação: Albino Monteiro




Comentários