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Francisco Dias: O Regresso e as Conversas da Esplanada

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  Francisco Dias: O Regresso e as Conversas da Esplanada Aos 72 anos, Francisco Dias é daqueles homens que falam devagar, como quem tem tempo de sobra e histórias de mais. Cabelo branco, chapéu de aba gasta e olhos que já viram o mundo, mora hoje na mesma aldeia onde nasceu, mas com uma diferença: agora é ele quem leva o mundo para a esplanada do café central. As Memórias de África "Eu fui e voltei. Mas deixei lá pedaços de mim", diz ele, com um leve sorriso melancólico. Aos 20 anos, embarcou para Angola sem saber bem o que o esperava. Foi por obrigação, como tantos outros, mas voltou por necessidade – a de reencontrar-se com o lugar de onde partira como rapaz e onde regressaria como homem. Na guerra, Francisco viu o que nunca quis contar aos pais. "Nem todas as histórias se contam com palavras", costuma dizer. Mas, entre um café e outro, partilha os momentos que ainda carrega no peito: os serões com os companheiros de armas, o calor do mato, a bondade inesperada d...